sábado, 22 de novembro de 2014

A verdade sobre o caso Harry Quebert

Adicionar legenda
Joël Dicker
Intrínseca - 576 páginas

"Tudo que sei é que a vida é uma série de escolhas que fazemos e que depois precisamos saber assumir."
(Perry Gahalowood - página 271)

30 de Agosto de 1975
Harry Quebert, um famoso escritor de 34 anos, está num hotel à beita mar, esperando Nola Kellergan, de apenas 15 anos.
Há 10 dias, tinham decidido fugir pois se amam e não veem outra saída para serem felizes. Só que Nola não aparece e, no dia seguinte, Harry descobre que ela foi vista fugindo de um homem na mata próxima ao local, e sumiu. Buscas intensas foram feitas pela polícia e nada foi achado, apenas sangue na mata e tufos de cabelo loiro.
Trinta e três anos se passam e, um dia, um grupo que fazia jardinagem nas dependências da casa de Harry, descobre um corpo com o original do livro que o destacara como escritor. Após análises técnicas, o laudo conclui que o corpo é de Nola Kellergan. E agora?

Julho de 2008
É aí que entra Marcus Goldman, amigo de Harry desde quando fora seu aluno na faculdade de Burrows. Como Marcus enfrentava um bloqueio criativo e estava com um prazo apertado para entregar um livro novo à sua editora, decide procurar seu mentor na cidadezinha de Aurora. Passa uns dias com ele e, na volta para casa em Nova York, se depara com a notícia da descoberta do corpo de Nola. Então, Marcus decide voltar para Aurora para descobrir o que aconteceu de fato e, com isso, inocentar seu amigo. Uma coisa era certa: Harry era inocente.

Se por um lado, Marcus é pressionado dia a dia a entregar seu novo romance, sob pena de receber uma multa absurda pela rescisão de contrato, por outro ele se vê se ameaçado ao avançar nas investigações.

Com muitas reviravoltas, descobertas inesperadas e muitas revelações, você não vai querer largar esse livro até descobrir quem é o culpado. Existem muitas referências (de filmes e livros), mas não vou falar para não estragar a leitura. Tenha o prazer de descobri-los...

Quanto ao autor, Joël Dicker, se mostrou uma grata surpresa, apesar de alguns clichês da obra, e de falhar ao não criar uma mapinha da região (algo tão comum nas tramas que envolvem cidadezinhas desconhecidas.)

De qualquer forma, vale a pena a leitura!

"No fundo, os escritores só escrevem um livro na vida." (página 444)

(Será?)

Nenhum comentário:

Postar um comentário