sexta-feira, 24 de julho de 2026

Nunca minta


Freida McFadden
Editora Record - 280 páginas

"Nunca minta para seu terapeuta. Ele sabe quando você está mentindo."

Li A Empregada há uns 3 meses e já virei fã da escrita de Freida, que te envolve do começo ao fim com um suspense implacável e, claro, com muitas reviravoltas!

A autora parece ter encontrado a fórmula perfeita para prender o leitor. Quando comecei Nunca Minta, pensei que estava diante de mais um thriller psicológico envolvendo uma casa isolada, um casal e alguns segredos do passado. E, de certa forma, é exatamente isso, mas também é bem mais que isso.

Tricia e Ethan, recém-casados, visitam uma mansão que pretendem comprar. O problema é que uma forte nevasca os impede de ir embora. A casa pertenceu à renomada psiquiatra Adrienne Hale, desaparecida misteriosamente 3 anos antes, e tudo naquele lugar parece guardar respostas que ninguém deveria encontrar.

Enquanto tenta se distrair, Tricia descobre gravações das sessões de terapia da antiga proprietária num cômodo escondido, que ela descobriu por acaso. A cada fita ouvida, um novo detalhe vem à tona, aumentando a tensão e fazendo com que desconfiemos de praticamente todos os personagens.

A narrativa alterna presente e passado, sob a ótica de Tricia e de Adrienne, em capítulos alternados. Cada capítulo, aliás, termina deixando aquela sensação de "só mais um", e quando percebemos já lemos mais que o previsto. É daqueles livros difíceis de largar.

Gostei muito da construção da narrativa: Quando acreditamos ter descoberto toda a verdade, ela muda a direção da história. E depois muda novamente. Confesso que consegui imaginar inúmeras possibilidades, mas o desfecho conseguiu me surpreender.

Se você gosta de thrillers psicológicos, casas cheias de mistérios, segredos bem guardados e finais que mudam completamente nossa percepção da história, Nunca Minta certamente merece um lugar na sua lista de leituras.

Vale muito a pena a leitura!


sábado, 11 de julho de 2026

A morte de Ivan Ilitch


Liev Tolstói (1828-1920)
Ed Princípia - 96 páginas

"...aquela pessoa, que havia experimentado algo agradável, já não existia: era como se a lembrança fosse de outro."

Em 2023, quando estive internada na UTI, vivi momentos de muita reflexão. Entre máquinas, médicos e o esgotamento diante do caos em que me encontrava, muitas perguntas surgiam em minha mente: E se eu tivesse partido? O que realmente importa nessa vida? Eu estava triste e confusa com a situação, mas não me desesperei porque sabia que Deus estava comigo e isso bastava. Essa certeza me deu forças para enfrentar o medo e acreditar que ficaria bem. Após minha experiência de quase morte (EQM), essa confiança se confirmou: eu voltei porque não tinha chegado a minha vez.

Ao ler A Morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói, percebo como a ausência dessa fé torna o sofrimento de Ivan ainda mais agudo. Ele, um homem que viveu buscando status e convenções sociais, se vê diante da morte sem esperança. Sua dor não é apenas física, mas existencial. Ivan sente o vazio de uma vida sem sentido maior, sem transcendência.

Talvez eu não tenha vivido como deveria?”, veio-lhe de repente à cabeça. “Mas como estaria errado, se eu fazia tudo corretamente?”, disse para si mesmo.

O alívio só vem quando, nos últimos instantes, ele confessa e reconhece a verdade de sua condição, mas é um consolo tardio.

"Assim que veio o sacerdote, ele se confessou e se acalmou, sentiu-se como se estivesse aliviado de suas dúvidas e, consequentemente, de seus sofrimentos, e encontrou um momento de esperança. Tornou a pensar no ceco e na possibilidade de corrigi-lo. Recebeu a comunhão com lágrimas nos olhos."

Enquanto eu encontrava paz na certeza de que Deus me sustentava, Ivan Ilitch enfrentava a solidão de quem não construiu sua vida sobre algo eterno. Essa diferença é marcante: a fé transforma o medo em confiança, enquanto a ausência dela pode transformar a dor em desespero.

Minha passagem pela UTI me ensinou que a vida é frágil, mas também preciosa. E que, diante da morte, o que realmente nos fortalece não são títulos ou conquistas, mas a fé, o amor e a esperança que carregamos dentro de nós. Tolstói nos mostra, através de Ivan, o que acontece quando esses pilares faltam. Minha história, ao contrário, é testemunho de que a fé pode iluminar até os momentos mais sombrios.

Boa leitura!

A Governanta


Samantha Rayes
Ed Jangada - 368 páginas

"Meus filhos não estão aqui. E Mary também não."

Imagine perder tudo em um incêndio e, ao buscar refúgio em uma casa temporária, acreditar que finalmente encontrou paz.

Gina, seu marido Matt e seus 2 filhos pequenos são acolhidos na casa de Annie, amiga de infância de Gina, que agora é famosa e está viajando para o exterior. Como o incêndio destruiu tudo, se viram sem ter aonde ir da noite para o dia e Annie foi super gentil em ceder sua mansão enquanto se reorganizam e tomam as medidas junto ao seguro.

Tudo parecia perfeito, inclusive saber que havia uma governanta, Mary, para ajudá-los nas tarefas do dia a dia. Não que Gina precisasse, mas viu que pelo tamanho da casa ela poderia de fato ajudar Gina, além de ter uma companhia.

Porém, algumas coisas estranhas começam a ocorrer e Gina liga seu sexto sentido, ficando apreensiva com a simples presença da mulher: Mary parece saber mais sobre o passado de Gina do que deveria, aproxima-se de seu marido e exerce uma estranha influência sobre os filhos, especialmente quando um segundo elemento entra na trama. 

Aos poucos, a atmosfera doméstica se torna sufocante, e os segredos guardados há mais de vinte anos vêm à tona de uma forma cruel e avassaladora. Gina percebe que precisa lutar por sua vida e por aqueles que ama.

O livro tem alguns furos e controvérsias, do tipo: que amizade foi a das 4 amigas (BFF´s)? Como não perceberam o que ocorreu com uma delas? Entre outros pontos, mas de qualquer forma, a trama é envolvente e tem um plot twist de tirar o fôlego. A Governanta, aliás, vai bem na linha de A Empregada, que li recentemente.

É um livro que mexe com nossas percepções de confiança, intimidade e segurança dentro do lar.

Vale a pena a leitura!


sábado, 9 de maio de 2026

A cabeça do santo


Socorro Acioli
Companhia das Letras - 174 páginas

"Samuel tinha o poder inexplicável de ouvir os segredos que só Santo Antonio poderia conhecer. Se era por falha do santo, ou engenho do demônio, não se sabe"
(página 43)

Samuel acaba de perder a mãe quando decide cumprir seus últimos desejos: acender três velas aos santos de sua devoção e, enfim, conhecer o pai, Manoel, e a avó Niceia, que viviam em uma pequena vila próxima dali.

É assim que ele parte de Juazeiro do Norte rumo à Candeia, enfrentando sozinho uma caminhada de 16 dias, debaixo de sol quase sem comida e carregando apenas a esperança de encontrar algum acolhimento no destino final.

Quando finalmente chega, exausto, faminto e sem nenhum dinheiro, encontra a casa da avó, mas não o abraço que imaginava. Niceia se recusa a recebê-lo e apenas indica um lugar coberto onde ele poderia se abrigar da chuva que se aproximava. Sem alternativa, Samuel segue as orientações e acaba se instalando ali depois de ser mordido por um cachorro no caminho. O abrigo, porém, é tão inusitado quanto simbólico: a enorme cabeça de Santo Antônio abandonada no meio do mato.

Mas é justamente ali que tudo muda. Samuel descobre possuir um dom curioso: ouvir os pedidos feitos ao santo casamenteiro. E, claro, o que começa como algo estranho logo se transforma em um verdadeiro caos. Não bastava escutar as preces; ele também parecia capaz de ajudar a realizá-las, promovendo casamentos pela região e atraindo uma multidão de fiéis, curiosos e desesperados por milagres.

A trama fantástica e cheia de personagens inusitados é um banquete, que vamos saboreando linha a linha, capítulo a capítulo.

Vale a pena a leitura!


segunda-feira, 20 de abril de 2026

A empregada


Freida McFadden
Arqueiro - 304 páginas

"Se eu sair dessa casa, será algemada. Devia ter fugido quando tive chance, mas perdi a oportunidade."
(página 5)

Logo nas primeiras linhas, somos lançados em um clima de tensão sufocante. A protagonista, Millie, aceita trabalhar como empregada na mansão do casal Nina e Andrew Winchester, mas logo percebe que existe um ambiente sombrio, estranho, cheio de segredos e contradições.

A autora constrói uma narrativa ágil e viciante, em que cada capítulo termina com um gancho irresistível, onde é quase impossível parar a leitura. A sensação é de estar presa junto com Millie, observando cada detalhe, cada gesto suspeito, tentando decifrar os paradoxos daquela casa.

O livro explora temas como poder, desigualdade e a fragilidade das aparências. A relação entre patrões e empregados (sim, temos um jardineiro galã também) é retratada de forma inquietante, mostrando como a confiança pode ser usada como arma. O suspense psicológico é intenso, e a autora brinca com nossas expectativas até o último momento.

Super indico A Empregada para quem gosta de thrillers psicológicos cheios de reviravoltas, personagens complexos e aquela sensação deliciosa de não conseguir parar de ler.

Boa leitura!

p.s. ainda não assisti ao filme, mas pelas críticas, merece atenção. Vou tentar assistir e volto pra contar.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Água fresca para as flores


Valérie Perrin
Ed Intrínse
ca - 480 páginas

"Os únicos fantasmas nos quais acredito são as lembranças." (página 84)

Tem livros que chegam de mansinho… e quando a gente percebe, já tomaram um espaço enorme dentro do coração. Foi exatamente assim com Água fresca para as flores.

Confesso que, no começo, fiquei um pouco receosa. Afinal, a história se passa em um cemitério e trata de temas como dor, morte e luto. Mas o que encontrei foi muito mais do que isso.

Acompanhamos a vida de Violette Toussaint, uma mulher marcada por perdas, mas que, de alguma forma, aprende a florescer mesmo em meio às despedidas. E talvez seja isso que mais me tocou: a delicadeza com que a autora nos mostra que, mesmo nos cenários mais difíceis, ainda existe beleza, afeto e recomeço.

A narrativa é envolvente, cheia de pequenas histórias que vão se entrelaçando de um jeito surpreendente. Quando você acha que já entendeu tudo… vem uma reviravolta. E depois outra. E mais uma. Tudo muito bem amarrado. 

É um livro que fala de perdas, mas, principalmente, fala sobre o que fica. Sobre memórias, encontros inesperados e a capacidade que a vida tem de nos surpreender mesmo quando já nos acostumamos com uma dor e achamos que nada mais vai mudar pra melhor.

Terminei a leitura com o coração apertado… mas, ao mesmo tempo, aquecido.

Super recomendo, principalmente se você gosta de histórias profundas, sensíveis e que permanecem com a gente mesmo depois da última página.

Boa leitura!



domingo, 8 de fevereiro de 2026

A biblioteca da meia-noite


Matt Haig
Bertrand Brasil - 308 páginas

"Entre a vida e a morte há uma biblioteca, disse ela. E, dentro dessa biblioteca, as prateleiras não tem fim. Cada livro oferece uma oportunidade de experimentar outra vida que você poderia ter vivido. De ver como as coisas seriam se tivesse feito outras escolhas..." (página 41)

Quantas vezes você já pensou: “E se eu tivesse escolhido diferente?”
Essa é a pergunta que ecoa nessa obra de Matt Haig, e que acompanha o leitor do começo ao fim.

Nora Seed um dia decide que não quer mais viver porque tudo ao seu redor estava dando errado ela achava que a culpa era dela e das más escolhas. Não se sentia útil e a saída foi interromper sua vida. Mas algo aconteceu e ela foi parar numa biblioteca diferente, que só existe no limiar da vida e da morte. Nela, cada livro representa uma vida que poderia ter sido vivida a partir de escolhas diferentes. Profissões não seguidas, amores deixados para trás, caminhos abandonados. Tudo aquilo que, em algum momento, virou arrependimento. Inclusive, Nora encontrou também um livro só com seus arrependimentos e não eram poucos!

E aí, em cada capítulo, vamos acompanhando algumas possibilidades da vida da Nora, com seus acertos e erros, alegrias e tristezas.

A gente idealiza as vidas que não viveu, como se nelas não houvesse dor, fracasso ou medo. Como se o simples fato de ter escolhido diferente garantisse felicidade e nenhum problema adicional viesse junto.

Mas o livro mostra algo muito verdadeiro: toda escolha carrega perdas. Não existe caminho sem renúncia. E não viver uma vida também é, de certa forma, uma escolha.

Ao longo da história, entendemos que o peso não está exatamente nas decisões erradas, mas na forma como contamos essas decisões para nós mesmos. Somos duros demais com o nosso passado, como se soubéssemos tudo naquela época, como se não tivéssemos feito o melhor que podíamos com o que tínhamos.

A Biblioteca da Meia-Noite nos convida a olhar para o presente com mais gentileza. A vida não pede perfeição, ela pede presença. Pede que a gente pare de viver no “e se” e comece a viver no presente.

Não existe uma vida perfeita em outra estante.
Existe apenas a vida que está aberta agora, esperando para ser vivida com menos culpa e mais compaixão por quem somos.

Boa leitura!

domingo, 18 de janeiro de 2026

Todas as suas imperfeições


Colleen Hoover
Ed Record - 304 páginas

Nosso casamento não é perfeito. Nenhum casamento é perfeito. Houve momentos em que ela desistiu de nós. Houve ainda mais vezes em que eu desisti de nós. 
O segredo para nossa longevidade é que jamais desistimos ao mesmo tempo. 
(Página 200)

O primeiro livro da autora que li foi Verity, há cerca de dois anos, e foi impossível não ficar impactada — principalmente pelas reviravoltas e pelo final surpreendente. Depois dele, li mais dois livros dela (É assim que acaba e É assim que começa) e gostei bastante, com algumas ressalvas que já postei aqui.

Este, agora, ganhei de uma amiga, e foi uma leitura que me envolveu do começo ao fim.

Os capítulos são intercalados entre o presente e o passado, mostrando como Graham e Quinn se conheceram (no pior dia da vida deles) e como a relação foi construída. É muito interessante perceber como aquilo que não foi dito, o que ficou subentendido ou apenas sentido, vai se acumulando até gerar conflitos maiores. Essa construção emocional é um dos pontos fortes do livro e é bem amarrada.

A história prende, faz a gente torcer pelo casal e, ao mesmo tempo, passar por todos os altos e baixos junto com eles. Há momentos de crise em que cada personagem reage de forma diferente, e confesso que, em alguns trechos, senti raiva de um ou de outro — tanto pelas atitudes quanto pelas reações.

Gostei do final, apesar de não ter sido surpreendente, mas foi emocionante e coerente com toda a trajetória dos personagens.

Vale muito a pena a leitura, especialmente se você gosta de histórias reais, intensas e cheias de imperfeições, como a vida.



quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

As heroínas


Kristin Hannah
Arqueiro - 416 páginas

O silêncio era a camuflagem perfeita para a dor.
(Página 252)

Ler Kristin Hannah é um caminho sem volta pra quem gosta de romances de época, com dramas e muitas lutas.

Depois de ler As cores da vidaOs quatro ventos e o aclamado O Rouxinol, chegou a vez de conhecer As heroínas.

Frances McGrath era uma jovem que vivia nos anos 60 numa família de posses e conservadora, onde a imagem e os feitos falavam alto. 

Seu pai, apesar de nunca ter enfrentado uma guerra, tinha uma parede em seu escritório com fotos de seus antepassados, em diversos momentos servindo as forças armadas. Seu irmão, Finn, se alistou para lutar no Vietnã. E ela, querendo mostrar que também tinha valor e podia dar orgulho ao pai, decidiu que também iria servir no Vietnã. Não como militar, mas sim como enfermeira.

E foi assim que, mesmo inexperiente, ela partiu pra guerra e viveu situações que ela jamais imaginaria presenciar, muito menos viver! Ao lado de outras duas enfermeiras, Barb e Ethel, e de diversos médicos e assistentes, ela enfrentou dor, calor, sede, pressão psicológica, exaustão extrema e muitos desafios diários.

Frankie conheceu o amor, a perda e a morte, e precisou amadurecer pra manter a sanidade mental e sobreviver.

Com uma narrativa envolvente, Kristin Hannah nos faz mergulhar nos anos de tensão da guerra no Vietnã, com os impactos na sociedade norte-americana e, em especial, nas famílias de todos que morreram ou que voltaram abalados/sequelados daquela guerra terrível e sem sentido.

Como poderia juntar seus cacos se não parava de se despedaçar? (pág 344)

A luta de Frankie não terminou no Vietnã e a gente fica torcendo a cada página por essa heroína que tanto se doou e tanto se machucou, seja lá, seja no seu próprio país.

Vale a pena a leitura!

sábado, 1 de novembro de 2025

O Totem da paz


Don Richardson
Editora Betânia - 336 páginas

" Tuan, não vá para junto dos sawis. Eles matam as pessoas e as devoram." (página 122)

Esse livro não é para os fracos não...

Precisa coragem pra ler sem sentir arrepios na espinha em cada página.

Trata-se da experiência missionária de Don Richardson e sua esposa Carol entre o povo Sawi, uma tribo na região que hoje corresponde a parte da Papua (Indonésia, então Nova Guiné Holandesa).
Eles foram para lá em 1962 para viver entre os Sawis, aprender seu idioma e cultura, e levar a mensagem de salvação em Jesus. Detalhe: foram com o filhinho de 7 meses no meio de um povo que era canibal.

Os problemas enfrentados foram vários: desde o idioma complexo (com cerca de 19 tempos verbais) até a hostilidade que era algo cultivado com se fosse uma virtude! Na tradição dos Sawis, a traição era vista como uma virtude — “engordar com amizade para depois fazer a matança” (pág 11). Ou seja, a traição era o máximo e a pregação do evangelho não fazia sentido, uma vez que viam Jesus como fraco e Judas Iscariotes como o herói que trai. O sacrifício de Jesus na cruz não era algo fácil de se explicar e, muito menos, de se entender.

"A criança sawi é treinada para conseguir tudo o que deseja simplesmente pela força da violência ou de acessos de cólera. Ela é constantemente encorajada a "vingar-se" a cada vez que é insultada ou magoada." (pág 205)

Don tinha a percepção de que tinha que encontrar alguma ponte cultural para explicar o cerne do cristianismo. Sem isso, não iriam entender sua mensagem.

A “virada” veio quando ele testemunhou um ritual entre tribos guerreiras, onde um menino era entregue por uma tribo à outra como símbolo da paz — esse menino era o “filho da paz” e deveria ser criado pela outra família.

Richardson, então, reinterpretou o evangelho dizendo: “Jesus é o Filho da Paz que Deus deu, para reconciliar inimigos — Ele foi entregue, aceito, e assim trouxe paz.” Ao usar esse paralelo, os Sawis deixaram de ver Jesus como vítima ou fraco, e começaram a vê-lo como aquele que realmente trouxe paz a todos que o convidam a fazer parte da sua vida.

Há muitos detalhes no livro da cultura, dos rituais, das guerras etc, mas vou deixar para que você leia e conheça mais desse casal corajoso e cheio de fé em Jesus.

Vale a pena a leitura!


 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

A cirurgiã


Leslie Wolfe
Faro Editorial - 224 páginas

"Em algum lugar, a alguns quilômetros ao sul dali, o corpo de um homem está em uma maca no necrotério. Fui eu que o coloquei lá?"
(página 32)

A dra Anne Wiley é uma cirurgiã cardíaca que nunca perdeu um paciente. Inclusive por causa disso, se tornou a garota do coração, na mídia de outdoor do hospital. Casada com um advogado (Derreck), demonstrava viver uma vida perfeita e invejável. 
Até que ela perde um paciente numa cirurgia nem tão difícil e sua vida vira de ponta cabeça!

Como ela foi perder aquele paciente? O que deu de errado? Ela teria contribuído de alguma forma para que o final fosse esse?

O pior é que ela começou a ser investigada por Paula Fuselier, uma procuradora ambiciosa, que a quer ver presa de qualquer jeito. Ela teria algum motivo pra isso?

Os capítulos intercalam os momentos de Anne e de Paula, entrelaçando as duas histórias de uma forma tensa e cheia de surpresas.

Vale a pena a leitura!

domingo, 24 de agosto de 2025

É assim que começa

Colleen Hoover
Editora Record - 336 páginas

" Toda pessoa que já deixou um cônjuge manipulador e abusivo e conseguiu se manter longe dele merece uma medalha. Uma estátua. Um filme de super-herói..." (página 119)

Um dos maiores erros que existe na literatura é a continuação de um livro porque as pessoas pedem. Gente, esse livro nasceu por causa disse e, pra mim, pareceu tão artificial!

Li de teimosia, mas é aquilo que você acha: a reaproximação de Lily e Atlas, permeada pelo medo das reações de Ryle.

Claro, pra não cansar, Atlas descobre algo da sua família e tenta resolver da melhor possível, afinal ele é perfeito demais!

Desculpe, mas a trama dava pra ser contata em menos de 100 páginas e não trouxe novidade alguma.

Se puder, passe e fique no primeiro livro só (mesmo porque sempre é melhor imaginar o "felizes para sempre" do que ler depois e se decepcionar com tanto chavão ou situações improváveis).

sábado, 22 de março de 2025

É assim que acaba


Colleen Hoover
Editora Record - 368 páginas

"Começo a balançar a cabeça, querendo esquecer os últimos quinze segundos. Quinze segundos. Só isso já basta para mudar completamente tudo sobre uma pessoa." (página 185)

Lily Bloom é uma jovem de 23 anos que acabou de enterrar o pai, e se encontra no parapeito de um edifício alto, pensando na morte, quando tem seus devaneios interrompidos por um estranho, que chega bravo, chutando uma cadeira. Ele é o neurocirurgião Ryle Kincaid e, logo de cara, rola um clima entre eles, mas nada acontece, apenas um diálogo onde eles dividem verdades nuas e cruas. O reencontro e paixão vai ocorrer depois.

Primeiro assisti ao filme e, por ter gostado e visto toda a repercussão das brigas entre os atores principais, decidi ler o livro também.

Obviamente, tem muita coisa diferente, a começar do local onde Lily vive: aqui ela divide um apartamento com uma amiga, que nem aparece no filme. Além disso, Lily tem um diário, onde ela escreve para uma Ellen DeGeneris fictícia, contando detalhes de sua vida e lembrando fatos do seu programa. No filme, ela é sequer citada.

Um fato interessante no filme é que Lily é interpretada pela estonteante Blake Lively, no auge dos seus 37 anos, então muitos dos conflitos e dúvidas juvenis de Lily não combinam muito bem. Até não entendo o porquê da escolha dela, não desmerecendo seu talento, mas pela idade da personagem mesmo. E ainda teve todo o lance do climão pós filmagem entre ela e o Justin Baldoni (Ryle)... Enfim, Lily é mais jovem que Blake e está em busca de seu espaço, ao abrir uma floricultura em Boston.

A coincidência da irmã de Ryle querer trabalhar na floricultura de Lily, apesar dela ser rica e ter de tudo, é estranha no filme e no livro, mas aqui dá pra perceber como a amizade entre as duas cresceu a tal ponto, de se amarem como irmãs. Allysa é o porto seguro de Lily no trabalho e na vida pessoal. Ela não é uma coadjuvante como parece ser no filme.

E, claro, ainda tem Atlas Corrigan, o "sem teto" que foi a paixão de Lily na adolescência e acabou sumindo depois de conseguir ir morar com um tio em outra cidade. Aqui temos mais detalhes da história de Atlas e o ator Brandon Sklenar super encorporou o personagem.

O tema da violência contra a mulher é tratado sob 2 ângulos: um com um pai que bebia e descontava na esposa e outro que, depois de sofrer um trauma na infância, passou a agir assim em algumas situações específicas. Em ambos os casos, não há justificativa pra qualquer tipo de violência, ainda mais dentro de casa, com sua esposa. As reflexões que Lily faz são pertinentes demais, especialmente pra quem viveu/vive algo similar em casa, uma vez que podemos ser tentadas a justificar, relevar, seguir em frente para que nossos filhos tenham um teto pra morar, custe o que custar. Mas será que essa é a única saída nessas situações?

Vale a pena a leitura!

domingo, 23 de fevereiro de 2025

A paciente silenciosa


Alex Michaelides 
Editora Record - 364 páginas


"Isso aqui vai ser um registro prazeroso de ideias e imagens que me inspiram artisticamente, coisas que têm algum impacto criativo em mim. Nada de ideias malucas."(página 11)

É através do diário de Alicia Berenson, uma pintora famosa, e do relato do seu psicoterapeuta Theo Faber que vamos nos inteirando do que aconteceu naquele fatídico dia 25 de Agosto, quando Gabriel, um renomado fotógrafo de moda, foi assassinado em casa e a culpa recaiu sobre Alicia, sua esposa.

Como ela não confessou e nem falou nada desde o começo, foi julgada, de certa forma, como louca, e levada a um hospital psiquiátrico judiciário em Londres.

Seus quadros ficaram valorizados e o último que ela pintou, logo após o assassinato, ganhou o nome de Alceste, nome da heroína de um mito grego, e representava um mistério: haveria alguma mensagem oculta naquela obra?

Ela estava internada há cerca de 6 anos, quando surgiu uma vaga de psicoterapeuta e Theo foi escolhido para ocupar a cadeira. Seu objetivo era se aproximar dela e tentar fazê-la falar, afinal o que de fato aconteceu naquele dia? Ele tem certeza que é a pessoa certa pra fazê-la falar, mas será que ele está pronto para o que está por vir?

Essa obra é um thriller maravilhoso, cheio de surpresas, que te prende do começo ao fim, pois vamos nos envolvendo com o dia a dia do hospital e conhecendo mais da vida da pintora antes da tragédia pelo diário. 

Vale a pena a leitura!



sábado, 11 de janeiro de 2025

O segredo entre nós


Thrity Umrigar
344 páginas - Globo Livros

"Embora esteja amanhecendo, o interior do coração de Bhima está na penumbra."
(
página 9)

Há 16 anos conheci Bhima em A distância entre nós e quando soube dessa continuação, não pensei duas vezes em ler, afinal ela tinha acabado de perder seu emprego de empregada doméstica na casa dos Dubash e estava sem perspectiva alguma de como seria sua vida sem aquela "ajuda", ainda mais com os estudos da neta.

Mas o destino colocou Parvati em sua vida: uma mulher mais velha, doente e amarga, que foi vendida pelo pai pelo preço de uma vaca e ganha a vida vendendo couve- flor murcha na feira. Por saber fazer contas, ler e ter tino para o negócio, acabou se unindo a Bhima numa sociedade: uma ajudando a outra em suas deficiências e carências. 

Parvati não tem o gênio fácil, age por impulso e mostra uma certa ignorância, mas ao conhecermos um pouco da sua vida, da forma como se deu seu casamento com Rajesh, de como foi tratada desde a adolescência e como sobrevivia, começamos a entender um pouco de onde vem tanta amargura e falta de confiança.

"Será essa a maldição especial das mulheres, guardar segredos? (...) São nossos segredos que nos definem."(pág 279)

"Se pudesse tirar o medo da minha vida, arrancá-lo, como eu seria? Como seria viver o agora e deixar o futuro permanecer no porvir?" (pág 281)

Entre dores, desafios, doenças e poucas alegrias, esses duas mulheres criam uma amizade improvável e conseguem se ajudar nos seus segredos, gerando um final lindo e emocionante.

Vale a pena a leitura!

domingo, 11 de agosto de 2024

Herdeiras do mar


Mary Lynn Bracht
Editora Paralela - 304 páginas

"Presenciar a morte de alguém é uma coisa estranha e assustadora. Em um momento a pessoa está lá, respirando, pensando, cheia de gestos, e então, no momento seguinte, não há mais nada." (página 101)

Hana é uma jovem de 16 anos que vive na Ilha de Jeju com sua família e colabora no sustento da casa como haenyeo , ou seja, uma mulher do mar, que mergulha diariamente para encontrar moluscos e vender na feira. Ela e a mãe acordam cedo e vão para o mar, o pai vai pescar e a irmã caçula (Emiko), fica na praia cuidando das coisas e evitando predadores.

A Coreia está sob a Ocupação japonesa há alguns anos e Hana teve que aprender a língua, além de tomar certos cuidados, pois a 2a Guerra estava em curso e não poupava ninguém.

Um dia, quando voltou pra pegar ar enquanto mergulhava, ela viu algo que a fez tremer: um soldado japonês estava indo na direção da sua irmã na praia, apesar de naquele momento ele não ter ângulo para vê-la. E então Hana nada o mais rápido que pode para proteger a irmã e evitar o pior. Ela consegue chegar na praia e desviar a atenção para si, mas acabou sendo capturada pelos japoneses e levada para a Manchúria.

A partir daí, passamos a conhecer um pouco do que foi a realidade para mais de 50 mil coreanas na guerra, quando foram forçadas a se tornarem mulheres de consolo”, servindo aos soldados e oficiais japoneses em condições degradantes e desumanas.

Mary Lynn Bracht não poupa detalhes na dureza da vida dessas mulheres e intercala os capítulos narrando a vida de Hana e de Emi, no passado e no presente. É uma leitura difícil, dura e indigesta, mas que trouxe informações que eu desconhecia até então.

Vale a pena a leitura!

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

O rouxinol

 

Kristin Hannah
Ed Arqueiro - 544 páginas

"Se há uma coisa que aprendi nesta minha longa vida foi o seguinte: no amor, nós descobrimos quem desejamos ser; na guerra, descobrimos quem somos."
(página 7)

Vianne Mauriac gostava de sua vida de casada: morava numa casa boa na França, no vale do Loire, e curtia seu marido Antoine e sua filha de 8 anos, Sophie. 
Como perdeu a mãe cedo e não teve o amor de pai que precisava, acabou se casando muito jovem e engravidou aos 17 anos. Não reclamava, pois tinha construído um lar. Se bem que, às vezes, se pegava pensando na irmã caçula, a rebelde Isabelle Rossignol.

Isabelle, por sua vez, vivia sendo expulsa das escolas e, agora, aconteceu de novo. Seu pai não suportava isso e teve que acolhe-la, já que o clima não era nada bom: a 2a guerra estava começando na França e tudo estava o caos. Bombardeios, fugas, prisões, nada era seguro.

Antoine teve que servir o país, deixando Vianne sozinha com a filha, mas logo Isabelle apareceu por lá e começou a se indignar com o rumo das coisas: faltava comida, os alemães estavam se apoderando de tudo e não tinham liberdade alguma, tudo era controlado por eles. Inclusive, a casa de Vianne, que passou a ser ocupada por um oficial alemão como se fosse um hóspede. Aí, Isabelle não aguentou e tomou uma decisão que a separou da irmã e a levou por um caminho bem longe e cheio de conflitos.

Fome, perdas, dores de todos os tipos, incertezas, traições, torturas são um pouco do que vemos na trajetória das irmãs, pois passamos a acompanhar a vida de Vianne pra sobreviver (e lutar por sua família e amigos próximos) e de Isabelle na luta pelo fim da guerra e por justiça.

O livro te envolve de tal forma que você sofre junto, torce junto e chora junto com as irmãs.

O final é surpreendente e fecha a trama de uma forma sensível e emocionante.

Leitura indispensável, super recomendo!


sábado, 8 de junho de 2024

O avesso da pele



Jeferson Tenório
Companhia das Letras - 192 páginas

"É necessário preservar o avesso. Preservar aquilo que ninguém vê. (...) Pois entre músculos, órgãos e veias existe um lugar só seu, isolado e único. E é nesse lugar que estão os afetos. E são esses afetos que nos mantêm vivos."
(Página 61)

Henrique e Marthinha são os pais do narrador e toda a história de suas vidas, especialmente a de Henrique será contada por seu filho, a partir do momento que ele recebe a notícia da morte do pai. Trata-se de uma narração recheada de dores, descobertas, alegrias (poucas) e muitas lutas.

Ao contar o dia a dia de um professor negro em Porto Alegre, o narrador nos mostra como o racismo vive à espreita, em qualquer canto ou situação: seja nas diversas abordagens policiais, seja nos relacionamentos ou no ambiente de trabalho. Nada escapa. E aí você pode reagir ou se acostumar e deixar pra lá, mas chega uma hora que cansa e se não escolher bem, arrisca sua própria vida.

"No sul do país, um corpo negro será sempre um corpo em risco." (pág 184)

O fato é essa narrativa vai e vem no tempo, se entrelaçando com a do próprio narrador, e vamos engolindo o choro em cada página, em cada fragmento da alma que vai se despedaçando com o tempo.

"A sua obra foram seus alunos, mesmo aqueles que nem se lembram de você. Sua obra foram suas aulas tristes. Suas aulas sérias, suas aulas apaixonadas. Eu queria ter morado num pensamento teu. Como uma forma de amor. Um amor entre pai e filhos." (pág 184)

Vejo como leitura obrigatória a todos que lutam por mais igualdade e equidade, por mais justiça.


Boa leitura!


sábado, 4 de maio de 2024

Relatos do Campo


Lélia Ferreira
Editora Itapuca - 200 páginas

"Nas visitas, somos ouvintes: escutamos sobre seus sofrimentos, traumas, guerras, violências, experiências emocionais, sofrimento moral, discriminações e tantos outros tópicos. Por causa dos deslocamentos, eles têm perdido a referência pessoal e vivem na condição de refugiados. A maioria não sabe a data em que nasceu. É provável que pelo menos 50% das mulheres já tenha sofrido abuso sexual e, muitos delas, diante dos filhos." (página 67)

Lélia é uma mulher extraordinária, que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente há 1 semana, quando ela compartilhou conosco sua experiência na Jordânia, com refugiados de diversas partes do mundo: Iêmen, Somália, Sudão, Eritreia e Síria.

Gente, não sabemos NADA do que essas pessoas passam, são relatos surreais, dolorosas demais e ela se dispôs a ser luz e a levar a Luz para essas pessoas, doando de si e do seu tempo para levar um pouco de alento, amor, suprimentos e até aulas de capacitação.

Sim, ela deu aulas de inglês e foi auxiliar em aulas de costura para mulheres refugiadas, muitas das quais nem recebem ajuda do governo por estarem de forma ilegal no país. Entraram por uma emergência médica, perseguição e guerra e acabaram não recebendo o status de refugiada. Todas elas com uma tragédia em seu passado e lutando para sobreviverem no presente num país estranho, que não tem sistema de saúde gratuito e que ainda trata muitos de forma preconceituosa e, por vezes, agressiva. As crianças, por exemplo, são vítimas de bullying constante nas escolas.

Mas ela relata histórias lindas de visitas, de acolhimento, de generosidade, mesmo diante de tanta adversidade! Como ela tinha o Amor dentro dela, ela transbordava dEle por onde ia, levando esperança e muita fé.

O livro surgiu da troca de mensagens de Lélia com seus mantenedores no Brasil e, com isso, acabamos caminhando com ela nesse diário de bordo, com seus medos, alegrias, vitórias e muitos pedidos de oração. Como ela ficou lá quase 3 anos, conseguimos acompanhar muitas histórias e aprender um pouco da cultura local e dos refugiados.

Esse livro e outros dela, estão disponíveis aqui.

Vale a pena a leitura!

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Verity

Colleen Hoover
Editora Record - 320 páginas


"Preciso ir embora dessa casa. Não consigo respirar. Deveria sentar um pouco lá fora para tentar clarear as ideias e tirar da cabeça tudo o que acabei de ler."
(página 187)

Confesso que demorei pra ler CoHoo, apesar do auê acerca da autora -  e desse livro em particular - porque achava que ia me decepcionar.
E não me enganei.

Digamos que existe uma reviravolta absurda no final e isso é que trouxe a fama do livro, porque a trama em si é fraca, a tradução tem erros e é chocante num ponto que é muito sensível pra mim (crianças).

Tudo começa quando Lowen, uma jovem escritora cheia de dívidas e recém despejada, recebe um convite inusitado: dar continuidade a uma série de livros de Verity Crowford, uma escritora de sucesso que encontra-se extremamente debilitada, para cumprir os compromissos com a editora e o público. Ela é convidada por Jeremy, marido de Verity, para isso e, para que ela possa entender a mente da esposa, a leva pra casa deles para vasculhar os arquivos e materiais dela.
Não tinha como dar errado, mas o que Lowen não esperava era encontrar um manuscrito com confissões nauseantes e absurdas, que a deixaram totalmente apavorada (e a mim também)! Não vou entrar em detalhes pra não entregar tudo de vez.

Ao ler certas aberrações, logo imaginei por que a autora escolheu fazer isso com crianças? Dava perfeitamente pra seguir a trama - e a reviravolta - usando outros personagens adultos (sei lá, uma babá, uma avó, uma vizinha), e não perderia o lance final.

O suspense é bacaninha, mas pra quem é fã do gênero, com certeza já leu muitos outros melhores.

Enfim, não foi uma primeira boa experiência com a autora e, agora, não fico nem tentada a ler outros dela, porque parece que irei me deparar coisas semelhantes de novo, sem ser necessário, sabe?

É isso, se quiser arriscar, boa leitura!