segunda-feira, 20 de abril de 2026

A empregada


Freida McFadden
Arqueiro - 304 páginas

"Se eu sair dessa casa, será algemada. Devia ter fugido quando tive chance, mas perdi a oportunidade."
(página 5)

Logo nas primeiras linhas, somos lançados em um clima de tensão sufocante. A protagonista, Millie, aceita trabalhar como empregada na mansão do casal Nina e Andrew Winchester, mas logo percebe que existe um ambiente sombrio, estranho, cheio de segredos e contradições.

A autora constrói uma narrativa ágil e viciante, em que cada capítulo termina com um gancho irresistível, onde é quase impossível parar a leitura. A sensação é de estar presa junto com Millie, observando cada detalhe, cada gesto suspeito, tentando decifrar os paradoxos daquela casa.

O livro explora temas como poder, desigualdade e a fragilidade das aparências. A relação entre patrões e empregados (sim, temos um jardineiro galã também) é retratada de forma inquietante, mostrando como a confiança pode ser usada como arma. O suspense psicológico é intenso, e a autora brinca com nossas expectativas até o último momento.

Super indico A Empregada para quem gosta de thrillers psicológicos cheios de reviravoltas, personagens complexos e aquela sensação deliciosa de não conseguir parar de ler.

Boa leitura!

p.s. ainda não assisti ao filme, mas pelas críticas, merece atenção. Vou tentar assistir e volto pra contar.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Água fresca para as flores


Valérie Perrin
Ed Intrínse
ca - 480 páginas

"Os únicos fantasmas nos quais acredito são as lembranças." (página 84)

Tem livros que chegam de mansinho… e quando a gente percebe, já tomaram um espaço enorme dentro do coração. Foi exatamente assim com Água fresca para as flores.

Confesso que, no começo, fiquei um pouco receosa. Afinal, a história se passa em um cemitério e trata de temas como dor, morte e luto. Mas o que encontrei foi muito mais do que isso.

Acompanhamos a vida de Violette Toussaint, uma mulher marcada por perdas, mas que, de alguma forma, aprende a florescer mesmo em meio às despedidas. E talvez seja isso que mais me tocou: a delicadeza com que a autora nos mostra que, mesmo nos cenários mais difíceis, ainda existe beleza, afeto e recomeço.

A narrativa é envolvente, cheia de pequenas histórias que vão se entrelaçando de um jeito surpreendente. Quando você acha que já entendeu tudo… vem uma reviravolta. E depois outra. E mais uma. Tudo muito bem amarrado. 

É um livro que fala de perdas, mas, principalmente, fala sobre o que fica. Sobre memórias, encontros inesperados e a capacidade que a vida tem de nos surpreender mesmo quando já nos acostumamos com uma dor e achamos que nada mais vai mudar pra melhor.

Terminei a leitura com o coração apertado… mas, ao mesmo tempo, aquecido.

Super recomendo, principalmente se você gosta de histórias profundas, sensíveis e que permanecem com a gente mesmo depois da última página.

Boa leitura!