Editora Nova Fronteira - 283 páginas
"Meus ontens estão desaparecendo e meus amanhãs são incertos." (página 241)
Alice Howland é professora titular de psicologia na Universidade de Harward. Seus trabalhos são na área da psicolinguística e ela já escreveu um livro a 4 mãos com seu marido, biólogo, e professor na mesma universidade, além de diversos textos e artigos científicos. Tem 3 filhos e leva uma vida agitada com aulas, palestras e viagens. Aos 50 anos, ainda arranja tempo e disposição para correr diariamente.
Porém, um dia em uma palestra, ela esquece uma palavra.
"Tinha uma vaga ideia do que queria dizer, mas a palavra em si lhe escapou. Sumiu." (pág. 15)
A partir daí, casos semelhantes começam a ocorrer esporadicamente no começo, e com mais frequência nos meses seguintes.
Alice decide, então, procurar ajuda médica e recebe o diagnóstico: mal de Alzheimer de instalação precoce.
A vida dela muda da noite para o dia: como seguir com a carreira e com seus planos? E seu casamento? Como lidar com os filhos?
De forma sensível e delicada, a autora nos conduz para o mundo de Alice que, dia a dia, luta para manter sua lucidez e memória, apesar das investidas da doença.
Trata-se de um livro maravilhoso que deixa um nó na garganta: e se acontecer com a gente? E se acontecer com quem a gente ama?
Ainda não vi o filme que está em cartaz nos cinemas, mas pretendo assistir. Abaixo, segue o trailer:
Boa leitura!
Curiosidade: no livro, Alice tem cabelos cacheados e isso é mencionado algumas vezes. Porém, para divulgar o filme em que Julianne Moore a interpreta, decidiram mudar a capa com uma foto dela de cabelos lisos! Bom, pra mim, livro é livro e filme é filme. Que a mudança ocorra no filme OK, mas no livro, vamos respeitar a ideia da autora, né?
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